março 2, 2010
Half a Day in Pictures
Gosto quando alguns dos meus blogs preferidos publicam "A Day in Pictures", com várias fotos despretenciosas de um único dia deles, do começo ao fim. Alguns são bem metódicos e incluem até o horário em que as fotos foram feitas. Outros são bem detalhistas e não perdem nenhum ângulo do dia. Existem também aqueles que se esforçam em exibir como a vida deles são incrivelmente ocupados, interessantes, culturais, blablabla. Yaaawn, desses eu não gosto. Eu prefiro os honestos, mundanos e ordinários. Feitos com qualquer câmera, sem produções. Tentei fazer um ontem. Estava com uma febre intermitente e esqueci de documentar várias horas do meu dia. Então o que restou foi quase que um meio dia em fotos. Não tente analisar minha vida inteira pelas fotos a seguir. São apenas snapshots de uma vida extremamente ordinária e mundana, porém honesta, nada a mais.
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conferir se Muffin continua hibernando
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que me espera na porta do conservatory
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pra minha surpresa alguém comeu e deixou um cocô do lado do prato
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refeitório agora limpo e com comida fresca
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e lembrar de comprar detergente
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e cuidando para que o leite não escape da sacola
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Pelo jeito alguma vaca tentou pular a cerca
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mas ontem quis experimentar esse mel
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e a febre não passa
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que tem visitado o refeitório do nosso jardim
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que adora amendoins
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assistindo a Desperate Housewives
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fevereiro 19, 2010
Old York
No meio desta semana fui participar de um evento perto da cidade de York. Mr.M foi comigo e aproveitamos para passar uma noite na velha cidade de York. Ficamos num Bed & Breakfast bem simpático e Pickles the Bear que foi conosco aprovou o quarto pequeno porém confortável.
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Para quem gosta de história, York é fascinante. Fundada pelos romanos em 71 A.D., York era toda cercada por uma fortaleza militar construída em pedras. Ainda nos dias de hoje boa parte dessas muralhas continuam intactas e preservadas.
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Uma das grandes atrações da cidade é a catedral York Minster, uma das maiores catedrais góticas da Europa. Arquiteturalmente é magnífica, mas a não ser que Michelangelo tenha passado uma tinta no teto, eu sinceramente não tenho interesse em visitar igrejas. Muito menos quando cobram entrada de £8 por pessoa.
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Em vários pontos da cidade é possível encontrar casas medievais em suas arquiteturas originais, da era Tudor. As famosas estruturas em troncos são impressionantes. E as tortuosidades dão um charme e uma personalidade toda especial. Em toda Inglaterra é possível encontrar arquiteturas Tudor "falsificadas", mas em York elas são the real thing, que sobreviveram muitos séculos.
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Uma das áreas mais charmosas da cidade é uma ruazinha chamada The Shambles, que lembra bastante a descrição de Diagon Alley, dos livros de Harry Potter. Estreita, pavimentada em pedras, estruturas medievais. No século 14 The Shambles era a área comercial dos açougueiros, que exibiam seus produtos nos "shambles", nome dado às prateleiras no parapeito externo das janelas. Hoje é uma área bastante popular entre turistas e sempre muito lotada.
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Enfim, adoramos passear por York, esta cidade tão cheia de personalidade, história e charme. Há um grande debate no país sobre o quanto da sua identidade a Inglaterra vem perdendo, mas eu sinceramente acredito que por mais problemas que o país enfrente, há um certo aspeto da história britânica que é e sempre será amplamente preservado. Não apenas por causa da ação incansável de algumas organizações, mas também porque ninguém quer deixar de admirar certos tesouros de épocas tão distantes e que existem em tantas partes deste Reino.
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I ♥ Old York.
janeiro 15, 2010
My Winter Gear
Este post não tem a intenção de ser um guia, uma vez que neste meus muitos anos acumulados tenho aprendido às duras penas que "tudo que sei é que nada sei".
Depois de muitos invernos batendo os dentes e ficando azul, finalmente acredito que nos dois últimos invernos estive confortável porque que tenho usado as roupas e os acessórios adequados pro inverno britânico. Não comprei tudo de uma vez, mind you, cada peça foi comprada aos pouquinhos de acordo com a lâmpada que acendia na cabeça. E isso levou uns bons oito anos.
Em meus primeiros invernos nesta terra esquecida pela sol usava minhas roupas do Brasil, que se resumiam em blusas de lã, algodão e um casaquinho. Jamais foram suficientes para enfrentar temperaturas negativas, com geada, vento e chuva ao mesmo tempo. Eu mal podia ficar poucos minutos fora de casa que passava frio e ficava emburrada (ainda fico se passo muito frio ou muita fome, mind you).
Minha irmã, que então morava no Japão, me enviou gentilmente vários casacos de lã e de nylon mais quentinhos e realmente me ajudaram imensamente por algum tempo. Mas ainda assim eu precisava usar muitas blusas por baixo.
O pai do Martin foi o primeiro a sugerir minha mudança de vestimenta: "você precisa de thermals", ele me disse um dia na casa deles que não tem aquecimento central. Thermals são roupas fininhas de uma malha ultra-macia que você usa por baixo das roupas normais. Geralmente são vendidas nas áreas de lingerie das lojas de departamento; existem modelos masculinos e femininos. Na Inglaterra, é bem comum e barato comprar os thermals no Marks & Spencer e foram lá que comprei meu primeiro par.
Então minha vida mudou. Como ficam quase colados no corpo, eles mantém o calor mas sem incomodar. E são discretos para não aparecer por baixo da sua roupa normal. Mas eu sei que falando assim, você leitor já está lembrando da sua tia velha com as ceroulas encardidas. De fato, o princípio é o mesmo. Porém, se você quiser se distanciar da idéia de "roupa da terceira idade", há uma outra opção chamada baselayers, que são thermals voltados para esportistas e montanhistas, disponíveis em lojas de esporte "outdoor". A qualidade e tecnologia envolvida são superiores e, portanto, são mais caros. Mas valem a pena, são excelentes e ao invés de se sentir uma tia velha (o que sou, na verdade), você se sente um atleta olímpico:


O próximo passo foi encontrar um casaco. Na Inglaterra chove. Muito. E você precisa sair na chuva inevitavelmente. E provavelmente sem guarda-chuvas por causa dos ventos. Comprei um bom casaco a prova d'agua e com forro de fleece quando estávamos na África do Sul. Usei por muitos anos e me mantinha aquecida e seca. Porém era pesado. Em caminhadas que demoravam horas, eu chegava em casa morrendo de dores nos ombros e emburrada (provavelmente com fome também). O mesmo acontecia com sobretudos de lã, muito peso e sem proteção contra chuvas.
Nas viagens à Lake District, fui apresentada aos Down Jackets, que são casacos feitos de penas de gansos. Jamais vi nenhum ganso tremendo de frio e provei um. Oh my good lord almighty. Pesa próximo a nada e aquece imediatamente. E é fofo, macio, confortável, delicioso e quentinho. Nunca mais olhei pra trás. Encontrei Jesus e ele é um ganso. O meu é um daqueles que você fica parecendo um boneco Michelin, mas há outros modelos diferentes, em que você fica parecendo uma lagarta:

Na verdade não importa porque como a maioria dos Down Jackets não são à prova d'água, é preciso usar também um outro casaco por cima, os waterproof jackets. Se tiver Gore-tex, excelente, se não há vários sprays pra repelir a água, que funcionam bem também. Há alguns casacos em que o capuz gira com a sua cabeça o que é excelente para atravessar a rua, por exemplo. Os dois casacos juntos (down + waterpoof) não pesam nem um terço do que o meu antigo casaco pesava.

Há ainda os Down Jackets à prova d'agua, geralmente são o topo da linha e portanto, mais caros:

Nas pernas, eu geralmente uso o thermal e calça jeans ou calça de caminhada que é mais flexivel. Porém, assim como o casaco, é crucial ter uma camada à prova d'água. Acredite, não é nada agradável arrastar um jeans enxarcado de chuva, pesado e gelado num dia de frio cortante. Emburração na certa. Mas a salvação está próxima e é barata. São os overtrousers ou rainpants, calças de nylon seladas, que depois de usadas podem ser dobradas e colocadas na bolsa (geralmente são vendidas com uma bolsinha).

Algo que aprendi desde o ano passado é que a neve é linda e tal, mas que com o tempo vira um lamaçal desgramento, cheio de barro, óleo e xixi de cachorro. E que gruda na sua calça. Recentemente adquiri os gaiters, para proteger a barra da calça se eu não estiver usando o overtrouser. É um item essencial também para quem mora na roça, como nós, onde a lama impera. Depois de usado basta colocar na máquina de lavar e seca rapidinho.

O que nos leva finalmente à questão dos calçados. Geralmente boas meias de caminhada e um bom sapato confortável bastam. Porém, em casos extremos em que temos gelo e neve, um bom solado é crucial. Pense num pneu careca no gelo. É preciso um solado com vincos profundos para não escorregar. Lojas outdoor decentes têm sempre rampas e diferentes superfícies para você testar o solado quando estiver provando botas de caminhada. Eu havia testado um par, comprado e levado pra casa. Fiquei com ela o dia todo (andando no carpete) mas não estava contente. Voltei à loja, testei mais algumas e finalmente encontrei uma que serviu bem e troquei. Hoje é meu calçado mais fiel em tempos de chuva, barro, gelo e neve. E longas caminhadas.

Acessórios como luvas, chapéus e cachecóis, são escolhas pessoais, mas não menos essenciais. A perda de calor pela cabeça e colar são grandes, algo que só aprendi aqui na Inglaterra. Manter a cabeça aquecida faz uma enorme diferença. No momento estou a procura de um chapéu ideal. Ainda não encontrei. Como uso os aparelhos auditivos (que não são mais pinks há muitos anos, mudei pra uns mais modernos, que agora são brancos), gorros muito apertados machucam e provocam microfonia. Minha mãe tricotou um pra mim, bem macio e colorido e tem me ajudado bastante. :-)
Ah sim, vale lembrar que toda essa indumentária é para enfrentar o frio lá fora por algumas horas. Dentro de casa, restaurantes, lojas e afins há aquecimento central e a temperatura é agradável. Nosso aquecimento dentro de casa está programado para 19ºC, então mesmo em casa visto uma blusa. As mais confortáveis pra mim são as de fleece, já que o contato direto com a lã, angorá ou cashmere me dão alergia.

Se me cabe dar apenas uma dica aqui: eu tenho 1m56 e sou basicamente petite, calçando size 3 (34 no Brasil). Com essas dimensões, encontro calçados e roupas em tamanho juvenis, voltado para adolescentes. Então quase tudo relacionado acima comprei na área "kids", pagando menos da metade do preço adulto e sem VAT porque vestimentas infanto-juvenis são livres de impostos. E também aproveito para comprar roupas de inverno perto da primavera, quando as lojas estão loucas para se livrar do estoque de inverno. No ano passado comprei um casaco waterproof com 50% de desconto.
Enfim... se você estiver apenas visitando países com climas parecido com os Inglaterra por alguns dias, muito provavelmente vai ficar super bem com as roupas que trouxer, sem precisar comprar nada a mais. Como mencionei no começo, isto não deve servir de guia. São apenas itens que funcionaram comigo, talvez não sirvam pra mais ninguém. Mas, se como eu, você estiver enfrentando um clima miserável dia após dia, mês após mês, décadas após décadas, ter alguns desses itens é a diferença entre viver confortável ou eternamente emburrada.
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:o)
janeiro 8, 2010
From Above
Foto bacaninha tirada do satélite da NASA,
mostrando a extensão da neve no Reino Unido:
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Ontem fez -20ºC na Escócia.
A última vez que fez um frio tão intenso na Inglaterra foi em 1963.
A BBC esteve no nosso vilarejo mostrando as imagens da quantidade de neve acumulada e aproveitaram para também fazer uma matéria dos moradores esvaziando as prateleiras do supermercado local. A manchete dizia: "Pânico no vilarejo: pão, leite e ovos em falta".
Aye, we want our breakfast, luv!
No dia seguinte à reportagem o supermercado tinha pão, leite e ovos empilhados até o teto e em todos os corredores.
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janeiro 6, 2010
Big Freeze
Ontem nevou forte por mais de 14 horas, sem parar. Novo record para a Inglaterra.
Mr.M estava saindo para viajar ontem quando os aeroportos fecharam e ele teve que cancelar. :-)
Hoje passamos a manhã toda tentando remover a neve da entrada da nossa casa e da Misty.
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janeiro 4, 2010
dezembro 25, 2009
Jolly
Ano de momentos difíceis com ambos meus pais praticamente morando no hospital, mas que também teve a chegada dos hedgehogs em minha vida, o nascimento de mais uma sobrinha fofa, encontros deliciosos, Morrissey cantando Cemetry Gates, flores, frutas e legumes crescendo no jardim e neve, neve, neve.
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Que no ano de 2010 você também, caro leitor, encontre tempo para fazer pequenas coisas bobas.
Feliz Natal e Jolly Ano Novo.
Obrigada por mais um ano passando por estas páginas.
M&M
dezembro 20, 2009
White Christmas
Se a temperatura continuar abaixo de zero durante esta semana, terei meu primeiro Natal com neve na Inglaterra. Hoje nevou muito. Quase tanto quanto a nevasca em Janeiro deste ano. As fotos abaixo mostram só a metade da quantidade de neve que acumulou nesta tarde. Continuou e continua nevando até agora, já de noite.
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abrigando Misty que está hibernando
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adoro o tronco branco
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mal-humorado com a neve e com a demora da garçonete
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dezembro 18, 2009
Welcome, little Thayla
Eu sou tia novamente, yay!
Ontem nasceu a querida Thayla, lindíssima filhinha do meu irmão Claudinei e da minha cunhada Érica. Espertíssima, minha nova sobrinha que estava planejada para nascer em Janeiro, se apressou e veio pro mundão antes para aproveitar o Natal.
Bem-vinda, little one.
dezembro 15, 2009
Charlie Brown's Christmas Tree
Este ano nossa árvore de Natal foi inspirada num velho desenho animado de Peanuts. Em meados dos anos 60 Charlie Schulz já escrevia sobre a comercialização intensa e descontrolada da época natalina. Mas o que é para mim mais tocante sobre o desenho é que Charlie Brown, escalado para comprar a maior, mais moderna árvore de Natal para a peça teatral, escolhe comprar uma pobre e mirrada árvore natural, esquecida e rejeitada no meio de tantas árvores feitas de alumínio.
Todo o elenco do teatro reclama, briga e ri da escolha ridícula de Charlie Brown. Desolado, ele carrega a árvore para casa e coloca uma bola de Natal nela. O galho é fraquinho e se curva com o peso da bola. Charlie Brown acha que matou a árvore e sai correndo achando que ele arruina tudo que toca.
Seus amigos que o haviam seguido agora estão todos em volta da árvore. Linus coloca um suporte para a arvorezinha voltar a ficar de pé e diz: "Eu nunca achei que esta era uma árvore ruim. Na verdade ela não é nada má, só precisa de um pouco de cuidado". E todos começam a decorá-la. Charlie Brown retorna e mal pode acreditar em seus olhos quando vê a arvorezinha toda decorada e bonita. E todos gritam: "Feliz Natal, Charlie Brown!" e cantam christmas carols em volta dela.
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Inspirados, fomos ao nosso garden center local procurar pela nossa arvorezinha. Procurávamos uma pequena, plantada, com as raízes intactas. Uma que cativasse nosso olhar e que tivesse potencial para sobreviver depois do Natal. Encontramos esta, que estava no meio de outras mais bonitas e caríssimas. Ela estava plantada torta, o tronco estava quase diagonal. Mas ela tinha cara de "Charlie Brown".
Em casa, plantei-a em outro vaso maior, desta vez corrigindo a postura dela e adicionando bastante terra adubada e água fresca.
nossa árvore de Natal.
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oh well... a árvore está completa
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*Muffin só estava acordada à luz do dia porque ela tinha que tomar o remédio e o quarto dela estava em reforma. Logo ela voltou pra casa dela, no quarto, para dormir outra vez até o anoitecer.














































































