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O Cortejo

Há poucos minutos aconteceu o cortejo da Rainha Mãe nas ruas de Londres, saindo do Palácio de Buckingham até a Catedral de Westminster. Foi muito bonito de se ver, o mesmo ritual desde a Idade Média.

O corpo seguiu sobre um carro antigo de rodas grandes de carruagem. Sobre o caixão, pousava a coroa da Rainha Mãe, a mesma que fica em exposição na Torre de Londres, e também um arranjo de flores brancas com um cartão escrito à mão pela Rainha Elizabeth II, onde se lê "In loving memory, Lilibet", detalhe que comoveu a todos.

Toda a guarda real estava presente durante o cortejo, em passos precisos, usando aqueles chapelões de pelo de urso. Todos os homens da Família Real seguiram a pé, o Rei Philip, o Príncipe Charles, o Príncipe Andrew, o Príncipe Edward, o Príncipe William e o Príncipe Harris.

As ruas por onde o cortejo passava estavam completamente tomadas pela população, mas todos em completo e absoluto silêncio, ninguém acenando, ninguém gritando, nenhuma bandeirinha sendo agitada.

Quando o corpo chegou à Catedral de Westminster, a Rainha Elizabeth II aguardava ao lado do Bispo. O caixão foi carregado no ombro de oito guardas reais. A Família Real seguiu logo atrás e por onde eles passavam, todas as mulheres presentes na Catedral faziam uma reverência dobrando os joelhos e os homens abaixavam a cabeça. Uma rápida prece feita pelo Bispo, velas acesas e quatro guardas apareceram para manter o caixão.

A Família Real se retirou e os carros levando a Rainha e os Príncipes voltaram pelo mesmo caminho do cortejo. Com uma diferença. Agora a população que estava silênciosa, aplaudia em salvas de palmas para o carro da Rainha. Nem ela esperava essa reação espontânea. Depois de muitos anos, a Rainha voltava a acenar para o seu povo, enquanto o Rei batia continência aos mesmos. E as palmas não eram para a Rainha, não eram para a figura imperadora de Elizabeth II. Os aplausos eram a solidariedade do povo para uma filha que perdera sua mãe.