« Em Casa de Novo | Main | Assim não dá! »

M&M perdidos em Londres

A melhor coisa que fizemos desta vez que fomos para Londres foi não ter feito nenhum planejamento. O único passeio que tínhamos previsto era para o Science Museum, que é tão interessante e fascinante que agrada tanto a engenheiros mecânicos como Mr.M quanto pessoas mais desavisadas como eu. Há também uma área para crianças, cheias de coisas para mover, tocar, girar, uma delícia. Há inclusive uma área que explica todos os "mistérios" de como funcionam os nossos aparatos domésticos. Aprendi passo a passo como a descarga funciona.

Ah sim! E para quem tem por volta de 30 anos, vou contar algo muito dramático e depressivo: o videogame ATARI já é peça do Science Museum, na área de brinquedos.

Este foi nosso primeiro passeio em Londres, assim que chegamos, ainda com as mochilas nas costas, porque o check-in do hotel era apenas às duas da tarde.

Depois de horas caminhando pelos cinco andares do museu, almoçamos famintos num restaurante italiano. Exaustos, demos entrada no hotel Holiday Inn. Hotel bem básico, mas ótimo para as nossas necessidades: cama confortável, chuveiro e banheira, serviço de chá, serviço de quarto e próximo ao metrô, na linha Piccadilly Circus.

Cochilamos por alguns minutos, tomamos um banho e saímos para dar uma volta ao redor do hotel. Acabamos caindo na maravilhosa Tottenham Court Road, que é uma rua especializada em lojas de móveis e decorações. Cada lugar incrível, móveis ultra-modernos, decorações divertidas, tudo muito lindo, amamos!

Fomos para um pub local e depois jantamos num restaurante indiano, que faz juz ao nome: Hot Spicy. Argh!

No domingo, foi o dia do nosso aniversário de casamento! Fomos tomar café da manhã num café perto do hotel, antes de seguir para o Hyde Park, um lugar tranqüilo para se fazer o que a gente mais precisa de vez em quando: nada.


Demos uma passada num lugar chamado Notting Hill, a área mais internacionalizada de Londres, repleta de estrangeiros. Não gostei muito de lá não, muito cheio, muito bagunçado. Passamos na lojinha brasileira, mas estava fechada. Andamos até o Rodízio brasileiro, mas o preço de £17,50 por pessoa nos fez dar meia volta.

Fomos então nos perder pela Leicester Square. Almoçamos num restaurante japonês especializado em noodles, o Wagamama! Pedimos uma porção de gyoza e agora Martin é fã da iguaria! Servidos com um caldo bem suave, os noodles estavam deliciosos, cobertos por fatias finíssimas de carne de porco assada, brotos de bambu, pak-choi e cebolinha verde.

A seguir descemos até a Trafalgar Square, linda com suas fontes azuis, aqueles leões pretos enormes, o obelisco, a visão do Big Ben láááá no fundo. Um lugar de turistas mesmo, sem dúvida.

E eis que nos vimos na frente do National Gallery. Entramos. Indescritível. Lindo demais. Rico demais. O que mais me impressionou foram obviamente as obras mais importantes da humanidade. Ver Sunflowers, de Van Gogh; The Arnolfini Portrait, de Jan Van Eyck; Peace and War, de Rubens; entre outras tantas telas famosas, que eu só conhecia nos livros de História da Arte, foi realmente emocionante. Saber que na frente dos seus olhos estão as tintas que um dia Michelangelo, Rubens, Renoir, Van Gogh e Leonardo da Vinci puseram as mãos é algo indescritivelmente fantástico.


Mas nem só os clássicos são belos. Nos impressionamos também com um artista australiano chamado Ron Mueck, que faz esculturas super-realistas de figuras humanas, que deixam o público realmente de boca aberta, pela perfeição da cor da pele, da composição dos pêlos, dos poros, das rugas e dobras, uma obra admirável.

Saímos do museu e andamos em direção a Piccadilly Circus. Toda vez que eu penso em Londres, a imagem deste cruzamento da Picaddilly Circus é que me vem a mente. Prédios antigos, double-deckers, telões de plasma, muito trânsito, muita gente.


Ainda sem destino, andamos pela Regent Street, visitamos a loja de brinquedos Hamleys e acabamos descobrindo a rua paralela, Carnaby Street, famosa pelas lojas descoladas e mudérnas, uma graça de rua, toda de paralelepípedos, mesinhas na calçada, enfeites coloridos por todo canto. Descansamos os pés no pub Shakespeare's Head, que é todo decorado com trechos de suas obras.

Voltamos para o hotel para um banho e trocamos de roupa para o nosso jantar especial. A escolha foi do Martin: um restaurante belga em Convent Garden, que é outro lugar que adoramos ter conhecido, assim, quase que por descoberta. A área é linda, também toda de paralalepípedos, com restaurantes bem bacanas, teatros, mercado local, docerias, pubs com mesas ao ar livre. Num vão entre as lojas, estava acontecendo o ensaio de alguns cantores de ópera e a delicada música dava para ser ouvida de todos os cantos. Estávamos procurando o restaurante, andando pelas ruas de Covent Garden e eis que subtamente um elegante e magnífico prédio de arquitetura absurdamente estonteante surge na nossa frente: era o Royal Opera House, que está no momento apresentando a ópera Madama Butterfly e o balé de Nureyev.

Encontramos nosso restaurante: o Belgo Centraal. Comemos muita carne regada com cerveja belga, que estavam ambos deliciosos. Apesar do requinte dos pratos servidos, o Belgo Centraal é característico de uma grande tendência dos restaurantes considerados trend em Londres: localizado no basement, ao invés do nível da rua. Ou seja, você entra no restaurante, desce lances de escadas, atravessa a cozinha e aí sim encontra o lugar das mesas propriamente dito, quase num porão mesmo, com mesas comunitárias, decorações contemporâneas destacando entre os tijolos aparentes. Bacana, mas não muito romântico. Mas enfim, a refeição estava excelente, a sobremesa divina e tivemos uma maravilhosa noite.

Dormimos o sono dos justos, quase sem acreditar que fizemos tudo isso num dia só. No dia seguinte, era o dia da nossa partida. Arrumamos nossas mochilas, fizemos o check-out e saimos em baixo de chuva de volta ao Covent Garden, porque queríamos conhecer melhor o lugar. Tomamos café da manhã por lá, passeamos um pouco e seguimos para South Bank, onde fizemos minha tão esperada atração: demos uma volta no London Eye! Apesar da chuva, avistar toda Londres de uma altura de 135 metros, numa das mais modernas arquiteturas e engenharias voltadas ao turismo do mundo foi inesquecível! Valeu a pena cada segundinho quase voando, com ampla visão do Velho Mundo.

Com essa chave de ouro virada, pegamos nosso trem e voltamos para casa, exaustos, felizes e muito, mas muito satisfeitos com nossa mini-férias em Londres. E com a sensação de que ainda há tanto para se ver e fazer por lá nas próximas vezes...


7 Comentários

Ai que vontade de voltar para Londres...Ao ver suas fotos me deu uma saudade do tempo que passei por lá...

Isso que é niver de casamento o resto é conversa fiada!!!!
Parabens e felicidades!!!!!
Bjos
Kika
=8:)

Ate fiquei com vontade de voltar a Londres. Principalmente para dar uma
passada na Hamleys, aquela loja e um sonho !
bjs

Ai que delicia Marcinha! Eu quero muito conhecer Londres, nunca fui. Realmente ver esses quadros famosos e uma sensacao de estar muito perto da Historia, e quase como entrar nos livros.
Beijos,

Vc queria deixar todo mundo morrendo de inveja, né? Confesse!!! :) Me senti viajando com vocês....

Beijos!!

:****

QUE BARATO, Marcinha!!!!!!!!!!!!!!!! ADOREI ler sobre suas férias. Beijo enoooorme,

Márcia:
o relato das suas férias em Londres só aumentou a minha vontade de conhecer essa cidade, esse país... Beijos!