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Conectados

14/06/2004
Nerds Strikes Again

Chegou! Apesar do meu ceticismo, o birinaite para nos conectar à Internet chegou na sexta-feira! HOOOORAY!!! Demorou até domingo para a ente fazer tudo funcionar no laptop. A gente sabia que o laptop estava com um problema desde que o instalamos em rede com o PC lá de casa, então tivemos que restaurar o Windows desde a última modificação antes da rede para poder acessar a Internet. E para fazer isso, levou bastante tempo até a gente gravar tudo o que precisávamos, depois instalar tudo de novo para fazer tudo funcionar como antes.

Estamos usando o SIM card local do meu celular no adaptador Nokia D211, que é inserido no laptop. Estamos pagando com cartões pré-pagos, como se fosse uma chamada normal de celular mesmo. Quando finalmente resolvemos o problema da rede, os créditos do cartão pré-pago tinham se esgotado e tivemos que esperar até o dia seguinte para comprar outro e testar. E ficamos surpresos em perceber como os créditos acabam rapidamente quando se conecta várias vezes! É melhor conectar uma vez e ficar conectada por um bom tempo do que conectar várias vezes por curtos espaços de tempo.

Essa mordomia continua saindo bem caro, então vou continuar escrevendo tudo offline e provavelmente não vai ser possível publicar fotos por causa da lentidão da conexão, que é local e gratuita, para não gastar os créditos à toa. Nós não vamos assinar nenhum plano de provedor de Internet sabendo que logo estaremos de volta à Inglaterra, nossa nerdisse fica por aqui mesmo.

Mas ao menos agora a gente pode conectar à Internet em qualquer lugar do mundo que estivérmos, sempre que quisermos ou precisarmos, sabendo exatamente quanto estamos gastando.

Já está sendo infinitamente útil ter essa conexão no laptop, principalmente para controlar nossas contas bancárias (nem sempre você quer digitar sua senha num computador alheio), fazer pagamentos, entrar em contato com as nossas famílias, fazer pesquisas que a gente precisa, um mundo de outras coisas. E por tabela, manter o contato com meus amigos, meu blog, meus e-mails, continuar me comunicando, enfim. Tudo isso é tão importante, principalmente neste lugar tão remoto, que estamos bastante satisfeitos de termos adquirido mais essa tecnologia fenomenalmente priceless.


14/06/2004
Trekking in Botshabelo

Foram dois dias de trekking no parque natural de Botshabelo.

No Brasil quando eu fazia alguma viagem que incluía trekking, geralmente o que acontecia era só uma caminhada longa, às vezes com declives e nada mais difícil que isso. Já aqui quando se diz trekking é melhor levar a sério.

No primeiro dia fomos eu e a Delia numa área extremamente rochosa, pedregosa e arenosa. Quando meu pé não rolava com as pedras, se afundava na areia fofa vermelha ou então se equilibrava nas rochas balançantes. Nada de caminhada em relevo plano, em trilha aberta, nadinha. As decidas são sempre mais difíceis, exigem muito mais das coxas, dos joelhos e dos tornozelos. Já nas subidas são os braços, as mãos, as costas e as panturrilhas que trabalham mais. Foi cansativo, mas bem divertido, vimos ovos roubados, penas de pássaros predatores, toca de animais, plantas esquisitas, foi bem legal. Cansei um pouco, mas não cheguei nem a ficar dolorida. Acho que o mínimo de preparo físico que tive deve ter vindo da Yoga. Depois do trekking fomos fazer o safari com o 4x4, vimos lindos meerkats (o Timão do Rei Leão), vimos também uma família de wild boars (o Pumba do Rei Leão) com vários filhotinhos, vimos muitos impalas, antílopes, zebras e um outro chifrudo bem feio (que chega a ser bonito) que eu não sei o nome.

No segundo dia fomos eu e Martin, em seu tão precioso e merecido dia de folga! Antes de começar, visitamos o mini-museu para ver o artesanato local, depois fizemos um picnic no vilarejo de Botshabelo, estendemos a colcha, comemos sanduíches, frutas, tomamos Ice Tea e ficamos deitados apreciando os pássaros predatores voando com seu ar de dignidade.

Depois pegamos uma trilha que exigiu bastante de nós. Muitas vezes a gente tinha que escalar alguma pedra para poder enxergar por cima da vegetação onde é que a trilha continuava. E durante o percurso, vários vãos bem largos entre as rochas que a gente teve que de alguma forma ultrapassar, paredões para se segurar feito homem-aranha, árvores fazendo teias com seus galhos finíssimos cheios de espinhos, areia fofa cinza que segurava nossos pés, buracos escondidos nas palhas do chão, cocozinhos de impalas por todos os lados. Levei tombos, torci o tornozelo (o que estava bom, não o outro torcido), Mr.M torceu o tornozelo dele, nós dois tivemos espinhos encravados nos dedos, escorregamos algumas rochas de bunda, vários arranhões nos braços, voltamos com as mãos e os rostos completamente sujos e vermelhos, pés com bolhas, tênis cheios de areia, calças e unhas irreconhecíveis, but boy we had fun! Foram três horas de trekking seguindo o curso do rio, encontramos algumas áreas onde a grama estava toda amassada no chão, provavelmente onde alguma família de impalas costumam dormir a noite, foi bem especial. Às vezes Mr.M ouvia algum animal bufando, mas não vimos nenhum, mal dava para tirar os olhos do chão para não cair. Havia uma ponte pênsil no caminho, mas não nos atrevemos a atravessá-la, depois eu mostro as fotos e vocês vão entender o porquê.

Voltamos do trekking, pegamos o carro e fomos fazer um safarizinho para ver os animais. Mas como estávamos com o carro normal, não deu para chegar muito perto (por causa dos buracos e valetas imensas), só vimos à distância. Além dos animais que vi no sábado, vimos desta vez um casal de avestruz enorme, milhões de macaquinhos, renas orelhudas e um pôr do sol absolutamente magnífico!
A cada dia, a cada vez que vamos a Bostshabelo é completamente diferente. Não há um dia igual ao outro. Num dia você vê um animal diferente, no outro um pôr de sol diferente, no outro algo completamente inesperado. Não me canso de ir lá, não me canso nem se for ver os mesmos animais again and again. É sempre diferente, é sempre uma surpresa, é sempre inesquecível.

11/06/2004
A Bica

Ontem os donos da pousada nos recomendaram um restaurante português. Fiquei empolgadíssima e fomos lá jantar.

É um lugar bem simples, com mesinhas de alumínio, sem chiqueza nenhuma. Mas uma delícia de comida, huuummm!

Comi risoles de bacalhau com tanto gosto, estava tão bom!!!
Depois comemos frango assado com alho, nham!!

E o melhor da noite: estávamos jantando e a música ambiente era de umas canções típicas portuguesas. Daí contei pro Martin que no Brasil tem um cantor português chamado Roberto Leal que canta umas músicas daquele estilo e que tinha uma dança de bater palma dando pulinhos e tudo mais, tudo muito brega e muito engraçado. Lá pelas tantas eu ouço dos altofalantes:

“ai bate o pé, bate o pé, bate o pé
ai bate o pé faça assim como eu
ai bate o pé, bate o pé, bate o pé
foi assim que meu amor me prendeu...”

E eu: GAAAAAAAAAAAHHHHH!! É ele! É ele, Roberto Leaaaaal em Middelburg!!!

E eu fiquei cantando junto com a música e só não mostrei como dançava porque Mr.M me ameaçou me deixar sozinha no restaurante. Hoho.


11/06/2004
Feliz Aniversário!

Hoje é aniversário da minha cunhada Maristela, que é uma pessoa linda em vários sentidos.
Feliz Aniversário, Maristela!
Beijos com muitas saudades.

10/06/2004
Recados Amados, o post-respostão

Meus amores, Martin imprimiu mais uma vez os comentários daqui do blog. Ele gosta de chegar no quarto, fingir que tem uma surpresa dentro da mala do laptop dele e tirar lá de dentro -- dizendo tãrãm! -- umas folhinhas com todos os comentários impressos, só pra me ver abrir um sorriso que ultrapassa as orelhas e os cantos da minha boca dão um nó bem na altura da testa de tão feliz que eu fico!!

Eu leio e releio cada um, várias vezes, por vários tempos. É tão bom receber esse retorno, conversar com vocês todos, sentir esse monte de energia positiva vindo nessas palavrinhas escritas com tanto carinho. Eu simplesmente amo tudo isso.

Vou tentar escrever aqui um post-respostão incluindo alguns dos comentários, mas por favor ninguém se sinta ofendido se eu não respondi pessoalmente a algum recado. Li todos, amei todos, igualmente. As respostas aqui na verdade são para todos vocês.

Ontem antes de sair para o jantar, lembrei das aulas da Marcia-SP e falei para a Delia com meu sorriso cheio de dentes: tot straks! E ela perguntou se eu estava precisando de alguma coisa (?!?!?). Acho que ela pensou: “pronto, a menina endoidou de vez, num consegue nem falar direito mais”. :-/ Perguntei a ela se não era tot straks que se usa para dizer ‘até mais tarde’, mas ela não reconheceu esta palavra, nem soletrando. Daí o outro hóspede sul-africano que estava jantando (porque claro, eu tinha que passar mico com audiência e tudo), falou: “aaaah, ela quer dizer tot siens”. Daí ele ainda me explicou que o tot siens é que quer dizer ‘até a próxima vez que nos encontrarmos’. E eu pensei que tot siens era só pra quando você queria dizer goodbye, so long, farewell. Oh buggar. Não foi desta vez que impressionei com meu rico vocabulário em Afrikaans. Mesmo quando tivermos internet acho que vou continuar perguntando as coisas prôce, Márcia-SP, muito mais legal. :o)

A África do Sul é tão grande e tem cidades tão populosas como Johanessburg e Cape Town, que acredito que já houve sim casos de casamento entre brancos e negros, como a Maria Inês havia perguntado, dignos de romances com famílias contra e tal. Eu ainda não vi aqui em Middelburg e acho que nem vou ver, mas acho que existem casos sim.

Estou com muitas saudades de responder e enviar e-mails, ter os bate-papos casuais no messenger como os que eu estava tão mal-acostumada a ter com a Mary queridoca louca e desvairada, só pra falar bobagem, pra dizer o que comeu no almoço, o que passou na tv. Mary, cê viu o comentário da Anna da Dinamarca? Igualzinho ao que eu senti quando você se mudou de Böden para Umëa. Engraçado, né? Estamos todas separadas de qualquer forma (Anna, Mary, eu e todo mundo, aliás), mas a gente sente saudades, tantas saudades quando aquela pessoa que estava sempre “perto” vai para um outro lugar! Eu chego até a rir de vez em quando, pensando: que diabos, que diferença faz Böden ou Umëa, Inglaterra ou Middelburg, Dinamarca ou Suécia, estamos longe e separadas da mesma forma, hehehehe. Mas é bom, né? Shows that we care. Isso é muito bom.

Obviamente que fiquei completamente lisonjeada e totalmente sem jeito com a história do Cido meu querido com o “Marciaholic”. Cido, só você mesmo para vir com essa história tão bem-humorada e cheia de carinho, hohohoho. Amei, ri até dar dor de barriga, imaginando as reuniões do M.A. hohohohohoho. Muito obrigada, viu? Cê sabe que eu tenho várias dessas síndromes também, né? E ultimantente estou em abestinência de todos os meus blogs viciantes e ando tendo tremedeiras e calafrios só de imaginar a corzinha azul clara de um tal de Vilamarca, do lilás da Montanha-Russa, do colorido do... aaaargh, melhor parar!!! Você tem razão Cido, as experiências que tenho vivido aqui vão ser preciosamente guardadas pro resto da minha vida. Estou muito contente de ter o blog, de estar registrando tudo isso (e fazendo back-ups), de estar contando para vocês meus dias, minhas impressões, meus passeios, meus micos. E receber esse carinho todo faz tudo tudo ficar mais belo e feliz!

Hohoho, a bronca que o taxista deu na Bia Badaud até que faz sentido, mas que coisa, hein Biazita? Você não merecia isso não, o moço bem que poderia ser mais sutil contigo, ainda mais com passagem comprada e empolgação toda que envolve uma viagem dessas. A África do Sul é um país que vale a pena sim vir visitar. Eu nunca achei que sequer teria a chance de um dia estar aqui. Quando a gente pensa na África, logo vem na cabeça safaris no Quênia ou coisa assim. Mas no sul há muitos safaris fantásticos para se fazer e muito mais barato. Aliás, para os brasileiros realmente é uma excelente idéia de turismo já que o Real está mais valorizado que o Rand. Não é sempre que brasileiros têm a chance de viajar para um país e achar tudo mais barato. Quem sai do Brasil para a Europa já carrega o saldo negativo de R$5 para €1, no mínimo. E para a Inglaterra, R$6 para £1, mais ou menos. Já aqui na África do Sul, estamos com a diferença de 12 ou 13 Rands para cada Libra. Então acredito que o Real vale o dobro de Rands (façam as contas por mim, please, eu não me entendo com os números, nem em conta facinha, eu sempre uso o Yahoo! Currency Converter pra isso e no momento estamos em falta). Entã enfim, é sim uma rota turística a se levar em conta, para visitar um país de clima delicioso, conhecer essa gente amável e ver animais selvagens em ambiente natural como em nenhum outro lugar do mundo. E não pagar tanto durante a estadia. Bia Badaud, Luciana e Tereza de Bruxelas se vocês um dia fizerem isso e vierem para cá, tenho certeza que não vão se arrepender. À vista da primeira horda de antílopes, tudo parece valer a pena. Ah sim e mandem um postal pro taxista que ele vai ficar feliz da vida!

Eu não sei bem em que latitude estamos aqui em Middelburg, nosso Atlas tá lá em casa e só me resta minha amiga Samara para dizer com precisão. A Luciana Misura havia me perguntado se não era a mesma do Rio, mas até agora eu não sinto que estamos num país tropical não. Acho que estamos numa latitude mais ao sul, como a Argentina, mas não tenho certeza. Ao meu redor vejo vegetação muito seca, relevo de rochas vermelhas, muita poeira, ar muito seco. A noite faz um frio intenso, gelado. Luciana, acho que vocês vão se dar bem com a comida daqui, tem molho para todos os gostos! Nós estávamos acostumados com uma comidinha mais simples em casa, mesmo comendo carne, a gente sempre tinha um purezinho de batatas, legumes no vapor, linguine ao pesto, saladinha de rúcula e mozzarela de búfala, risoto de cogumelo, aquelas coisas divinas todas, aiai...

Como disseram a Joaninha Lu e a Andrea, estou ficando poliglota no que diz respeito ao obrigado. Quer dizer que em alemão é Danke? Que maravilha! Agora já sei falar Obrigado e Feliz Natal (por culpa dos cartões da Unicef) em várias línguas. Pelo menos não vou ser mal-educada globalmente. Danke, ladies.

E por fim, a Garota Urbana exemplificou bem como essa idéia da segregação ainda é intrínseca em uns e inexistente em outros. O que me espanta no caso dos amigos dela é que são da mesma família. Mas concordo contigo, Garota Urbana, há pessoas com boas e más intenções em todos os lugares. E há chatos e babacas no mundo todo também. Hehe.

Beijos a TODOS vocês, muito obrigada por todos os comentários, torcidas para o leão aparecer e desejos de bons momentos para nós. Desejo a vocês tudo isso em dobro (apesar de que o leão fica opcional), muita coisa boa para cada um de vocês, todas as porções de felicidade que todos nós merecemos na vida. E agora é melhor eu ir antes que todo meu repertório de mensagens de Natal se acabe neste único parágrafo. :o)

Tot siens!


10/06/2004
A passo de mula

O que era para ser hoje, quinta-feira, ficou para sexta, mas provavelmente só para a segunda mesmo. Então estou assumindo que vai ser só na outra semana mesmo.

Estou falando do nosso treco para conectar o laptop à Internet. O birinaite ainda não chegou de Jo’burg (é como eles chamam Johannesburg, o que eu acho uma pena porque é um lindo nome antes da abreviação).

Parece que a central em Jo precisa fazer o pedido pra Nokia, que vai enviar para a loja em Jo, que então vai enviar para Middelburg. E eu não sei ainda em que processo que o breguete tá enroscado.

É preciso ter paciência, as coisas não funcionam tão rápido quanto a gente gostaria, mas é bom saber que temos essa opção a caminho e se Zulu quiser, vai dar tudo certo.

10/06/2004
Churrascada entre Bretões

Ontem fomos à um churrasco com todos os colegas de trabalho do Martin, mas desta vez sem os big bosses, como naquele jantar anterior.

Foi na pousada onde Simon, James e Les estão hospedados, o Simon que organizou tudo.

Para a minha alegria, o churrasco foi feito ao ar livre pelos funcionários da pousada mas todos nós ficamos dentro do pub, com lareira e aquecimento acesos só esperando a comida chegar. Estava um frio incrível, muito gelado.

Os colegas do Martin estão espalhados em três pousadas: esta que fomos ontem se chama Selma’s Guesthouse, tem três cachorros grandes, sendo que um deles é um Husky Siberiano vermelho. A dona da pousada é portuguesa. Mas não gostei do lugar não. Fica muito distante do centro e não tem absolutamente nada de atraente no lugar. Só grama seca, uns quartos sem imaginação e só.

O outro lugar é um Country Club, com área de golf e quadra de tênis. Lá estão hospedados Ray, Mike e Brian. Também é longe do centro e o ambiente é de hotelzão mesmo. Mas lá tem linha telefônica nos quartos.

E finalmente nós dois estamos na pousada da Delia, que até onde vi, é o melhor lugar para se estar por tudo que inclui: boas pessoas, bons animais, bom serviço. Dave estava aqui conosco, mas ele já voltou ao UK, então só estamos nós por enquanto, até julho, quando mais funcionários da Inglaterra vão vir para cá para o encerramento do projeto.

Mas voltando ao churrasco. Eu adorei. Conversei bastante com o Les, uma simpatia de pessoa, bem legal. Ele pratica vários esportes outdoor, passou vários meses em Governador Valadares/MG fazendo paragliding. Recentemente ele fez um trekking em um lugar bem remoto do planeta, esqueci o nome... Logo o Brian se juntou a nossa conversa, ele é bem divertido, acho que ele é o mais velho de todos, também viveu no Brasil por dois anos, em Vitória/ES. Depois ele quis cantar Garota de Ipanema em inglês para um outro colega deles que disse que nunca ouviu falar em tal música, foi bem engraçado.

Conversamos também com o outro Brian e a esposa dele, Bridget. Ambos moram em Poole (a maioria dos funcionários aqui vêm de Sheffield, só o Martin e este Brian vêm de Dorset) e são também amigos do Trevor e da Ariete, que é minha amiga brasileira. Eles também viveram um tempo no Brasil, em Recife, por um ano. Visitaram também Manaus e o Rio de Janeiro e adoraram tudo.

O jantar estava bom, carne, borwoss (não sei se é assim que escreve, é aquela linguiça de carne), “pap” que parecia uma polenta branca e salada. Comi bem, bebi só um tiquinho de vinho Cape. E não tinha sobremesa. Humpf.

Foi uma ótima noite, adorei entender as pessoas falando em inglês comigo. Já estava achando que era algum fusível queimado no meu cérebro (ou fusil queimado no célebro) porque eu não entendo os sul-africanos falando em inglês. Repentinamente o inglês da Inglaterra têm soado como música em meus pobres ouvidos, muito mais fácil, limpo e claro de se entender. Oh Goodness gracious me!



7 Comentários

Nossa, que honra fazer o primeiro comentário deste post tão bom de se ler. Que bom que vocês estão conectados, fiquei na maior torcida para que vocês conseguissem conexão. Principalmente porque andava tendo umas crises de abstinência quando chegava o fim da semana, coisas de viciada em blog da Márcia.

Uma ótima semana para vocês. Muito obrigada por dividir sua vida com a gente Márcia. Beijos,

Anna.

hohohohoho, essa do Roberto Leal no meio do jantar foi ótima! Aí tem muitos portugueses pelo que ouvi dizer, muitos vieram de Angola depois da independência. Pelo menos isso garante uma comidinha mais familiar com a nossa, né?
Ahhh, desculpe eu ter feito você pagar mico com o tot straks! Mas o site deu isso como correto, o que prova que essas coisas eletrônicas não funcionam 100%, enfim...na Holanda você seria entendida :-)
Esse trekking parece ter sido MUITO legal mesmo!
E quanto às fotos, não se preocupe, a gente vai imaginando por enquanto, depois na volta a gente vê tudo! O importante é que você está conectada com o mundo.
Beijos ( eu ia dizer kus mas vai que não é isso!)
Marcia (sem SP já que logo vou sair daqui!)

Oi Márcia!
Adorei a musiquinha do Roberto Leal! hihihihihi!!
Agora, esse trekking deve ter sido de matar! Afe... realmente quando nós falamos de trekking aqui, falamos só de subir e descer uma montanha para encontrar uma cachoeira hehehehe mas nada que vá além de uma subida e outra descida básica.
Bom, pelo visto vcs ficaram na melhor pousada né? Que bom!!!!
Ah, só pra te deixar por dentro das coisas aqui no Brasil, ontem a tocha olímpica veio desfilar aqui pelas ruas do Rio de Janeiro, a festa foi linda, sabe como o pessoal daqui do Rio é animado né? Pois é, então, a tocha saiu do Maracanã, nas mãos do nosso rei Pelé e percorreu 49 km até chegar no aterro do Flamengo nas mãos do Ronaldinho, onde foi recebida com um show bem legal.
A festa por aqui foi muito bonita e o Rio de Janeiro estava praticamente todo nas ruas :)
beijinhos, Isa

Marcia, aqui em Bruxelas tem gente que diz "tot ziens" ou "tot straks" pra dizer tchau. Não me aventudo a falar da Bélgica que o país é pequeno mas muito diferente de um lado pro outro. Estou me deliciando com essas tuas histórias. Mesmo ! E me deliciei só de ver o nome Recife aí, porque eu sou de PE :o) Que besteira, né? Mas quando a gente sai do país tudo fica importante.

Amoreco, eu também morro de saudades docê e dos nossos papos. De fato, estamos (eu você, Anna da Dinamarca) todo mundo, meio que ligadas de uma forma ou de outra. Olha, estou ADORANDO ler suas aventuras na Africa do Sul, seus trekkings e que tais... sÓ FALTA VER UM LEAO, né? Te adoro, queridoca! Fica com Deus. Beijoca!

Ti lindu!!! amei a respostinha, viu?? fico muito feliz de estar interagindo com vc aí...na AFRICA!! Falando em Africa... nada de Leões ainda?? Bj grande!

hehe, como sempre, uma delícia te ler.
bunitim, vc reclamando que não teve sobremesa depois do churrasco rs.
nossa, que dias, hein.
e o leão? já viu??