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Bad days, bad dinner, bad mood

Estamos na reta final. Finalmente o equipamento foi instalado e testado. Tudo está funcionando absolutamente como deve. E sejamos muito justos aqui: foi graças a dedicação, esforço e comprometimento sério e inesgotável de toda equipe inglesa que este projeto finalmente alcançou esse resultado.

Martin e Chris voltaram a ter horários mais civilizados desde ontem. Mesmo assim ainda é nítido o cansaço físico e o esgotamento emocional deles.

Quanto a mim, estou absolutamente impaciente agora. Cansei de repetir pra mim mesma que falta pouco e blablabla. Quero ir pra casa, mas também não quero deixar aqui as coisas boas que já fazem parte da nossa vida: as conversas com a Delia, a companhia deliciosa do Bruno, da Phoebe e do Sylvester, a proximidade divertida com todos os colegas do Martin.

Sei que assim que a gente colocar os pés na Inglaterra, vai ser difícil reencontrá-los, cada um segue sua vida, nunca mais se vê. E não estou exagerando.

Passei tanto tempo me acostumando a ficar sozinha na nossa casa, agora que a gente veio pra cá e teve essa convivência saudável e bem-humorada com eles todos, vou sentir muita falta.

Mas quero ir pra casa agora. Andaram acontecendo algumas coisas bem desagradáveis por aqui. Uma delas é que roubaram dinheiro, cartões de crédito e o celular da Delia, aqui dentro da pousada. A outra é que o marido dela teve um acidente com a pickup 4x4, ele está bem mas o carro foi bem atingido e está no conserto. Então o ambiente não está um dos melhores.

Para completar meu humor, ontem no jantar tivemos a infelicidade de ter escolhido o mesmo restaurante que os clientes-chatérrimos da empresa (cidade pequena é mesmo uma m*rda). Eles acabaram insistindo em juntar as mesas e tivemos uma noite horrível com gente burra, invejosa no pior sentido e desagradável. E como se não fosse o bastante, ainda tive que ouvir de um deles: “Márcia, now tell me: what about kids? When are you going to have a baby?” não consegui responder nada, Martin que se prontificou a falar “Soon” e pronto. De volta ao nosso quarto, claro, desabei em lágrimas. M*rda.

Hoje também não estou lá muito feliz principalmente com tudo isso na cabeça.

Amanhã é sexta-feira, dia que eu e Delia vamos tomar cappuccino em algum lugar bacana que não lembre que estamos em Middelburg. Quem sabe meu humor não muda um pouco.

Quero agradecer mais uma vez pelos recados aqui, pelo apoio e pelo gentil oferecimento de ajuda de muitos de vocês, muito obrigada, fico bastante feliz!! Martin e Chris também leram todos os recados cheering them up e se divertiram bastante. Thanks a bunch!


5 Comentários

agora que desabafou, vc vai melhorar, um dia de cada vez...
bjs

Ó, Marcinha, num liga pra isso não. Lembra que você mesma disse que seu bebê faz parte da sua vida? Ele não deve fazer parte das suas lembranças que você quer apagar ou que fazem você chorar. Acho que seria gostoso lembrar do amor que você sentia, da boa sensação, dos planos, da quentura que tudo trazia para você.

Não fica triste. Não fica... :(

Pense que logo tudo isso acaba, sei que você como eu está impaciente, também estou em compasso de espera para sair de SP mas como não depende só de mim, fico aqui contando dias, horas, minutos...ruim, mas fazer o quê, quando menos se espera o grande dia chega!
Mmmm, pode ser que alguém deu a dica de que tem gente de fora na pousada e acharam que iam encontrar muitas coisas de valor. Ainda bem que nada pessoal de vocês foi levado.
E quanto ao papo do bebê, você ainda vai ouvir isso de muitas pessoas que perguntam sem más intenções, mas deveriam saber melhor que isso é uma assunto privado do casal. O jeito é se preparar para isso.
Aproveite bem o seu cappucino!
Beijocas,

Marcinha, minha flor, que dureza, hein? Né mole não. Fique bem, apesar de tudo ok? Um beijão procê!

Bom, mesmo com os contratempos, acho que ainda assim valeu a experiência né? Depois que você voltar para casa, aos poucos as coisas ruins vão sendo deixadas de lado e as memórias das coisas legais são as que você vai guardar.