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At Home, at last...

Chegamos de Dublin hoje de manhã.
Exaustos. Absolutamente exaustos.

O casamento foi lindíssimo, a Helen vestida encantadoramente em seu vestido de noiva celta, com longas mangas caindo pelo corpo, seus cabelos ginger encaracolados enfeitados delicadamente com florzinhas de laranjeira, os olhos brilhando de emoção, uma noiva de sonhos, realmente. E Dave estava transbordando de alegria, felicíssimo, orgulhosíssimo do casamento.

A cerimônia foi bacana, a recepção mais ainda, o jantar foi delicioso e a festa noturna bastante divertida. Quem ainda tem a idéia de que britânicos são frios e reprimidos engana-se. Quando eles querem podem ser deliciosamente divertidos, engraçados e cheios de energia para fazer uma festa ficar inesquecível. E foi o caso, certamente. Dave e Helen vão guardar boas memórias desse dia e fico muito feliz por eles, que são pessoas adoráveis.

Ontem reservamos o dia inteiro para conhecer a cidade de Dublin melhor, no estilo que melhor fazemos: caminhando. Mas por mais que a gente estivesse cheios de gás e animação no ínício, a chuva absurdamente torrencial e o vento chatérrimo não parou por nenhum único minuto sequer. Mesmo assim fomos em frente, capuz na cabeça e andamos pelas mais famosas áreas da cidade: Temple Bar, área Viking/Medieval, fábrica da Guinness (super legal), área Georgiana. E a chuva não parava e ficamos ensopados várias vezes e com a água, se foi também nosso bom-humor. Talvez por isso nossa impressão de Dublin não foi uma das melhores, na verdade, não seria um lugar que voltaríamos. Muitos prédios sujos e mal-conservados, trânsito horrível, pouca atração turística. A querida Marcia de Souza já havia me alertado que em Dublin não haveria nada que eu já não tivesse visto na Inglaterra e foi mesmo verdade. Nada nos chamou atenção.

Claro que isso é apenas em Dublin, tenho certeza que a Irlanda tem lugares mágicos e fabulosos, com paisagens e histórias fascinantes. Mas debaixo daquela chuva toda, Dublin não está na nossa lista dos top-of-the-pops-places-to-go. Só voltaríamos lá por uma razão: o brunch que comemos no pub Elephant Castle, em Temple Bar, o mais fantástico fry-up que já comi na vida, tudo sequinho, sem gordura (?) e com direito a torradas francesas (embebidas em custard) regadas com maple syrup que vem à parte. A dica foi de um colega do e-Gullet, mas ele havia sugerido o jantar que o pub serve, que só de ler o cardápio me pareceu muito bom também. Como tínhamos outros planos para o jantar, visitamos o pub para esse banquete matutino. Oásis, puro oásis.

E no jantar fomos ao Wagamama porque eles haviam fechado a noite para doar toda a renda para as vítimas do tsunami. O restaurante estava lotadíssimo e uma fila imensa se formava pra fora, na chuva, mas todo mundo estava animado pra ajudar e comer, claro. Comi bem, mas os restaurantes da mesma rede em Londres são melhores.

Voltamos pro hotel a pé e a chuva começou a ficar seríssima, os ventos muito fortes chicoteando as gotas no rosto. Foi um suplício. Quando finalmente entramos no quarto e achamos que teríamos um sono de pedra, a tempestade piorou e ficou assim noite a dentro. Acordamos trilhões de vezes com o barulhão do vento, com os jatos de chuva na janela e com a preocupação de que o aeroporto poderia estar fechado hoje de manhã.

Quando amanheceu, logo ligamos a TV e os noticiários já confirmavam a forte tempestade que desabou no norte da Grã-Bretanha, com fortes enchentes em 65 lugares. O pior cenário foi em Carlisle, em Cumbria, região de onde a família do Martin vem. Quase toda cidade está embaixo d'água e não tem energia elétrica.

Dublin amanheceu sem chuva, aeropoto aberto (e no avião estavam Dave e Helen também) e voltamos pra casa. Almoçamos, fomos comprar leite, baguete e comida pronta pro jantar e finalmente pudemos nos largar no sofá.

Pheeeeewww. As viagens terminaram.

Tudo o que a gente precisa agora é uma boa noite de sono na nossa caminha bunitinha. Nighty-nighty.

ZzzzzZZZzzZzzzZzzZzzz...


6 Comentários

Bem-vindos de volta ao lar, queridos viajantes!!!

Marcinha, quem tem fama de frios sao os ingleses, e nao os outros britanicos, até porque nao da', voce sabe, pra botar todos no mesmo saco. Os escoceses e irlandeses sao tao animados que tem fama de ser os italianos do Reino Unido... :) Nao é de admirar que a festa tenha sido animada. Que bom! Nao tem coisa mais chata que festa de casamento chata...

Já estou tão acostumada a ver suas fotos de viagens que senti falta delas no post de hoje!

:***

Entao nao sou so eu mesmo que nao achou Dublin tudo isso...e olha que ue vi a cidade com tempo bom!
Venham um dia para a costa oeste, ai sim, mas ainda assim devo dizer que ha lugares na Europa mais bonitos, sem falar que o povo irlandes e uma atracao a parte! Bom descanso e beijocas!

queridoca, aqui morreu gente e tudo (lá no sul).. que coisa.

Marcinha, olha que coisa, eu estou lendo um livro chamado "Princes of Ireland", que e um romance historico e conta toda a historia de Dublin e outras cidades da Irlanda, desde a epoca antes das invasoes vikings, e muito legal :) Que pena que a cidade nao faz jus ao que o livro descreve do passado, devia ser um lugar lindissimo. Beijos,