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The Day After

Estamos todos bem aqui.

Maria, Stefan, Mr.M e eu, colocando conversas em dia, contando novas e velhas histórias, rindo, passeando, comendo, vendo TV e nos divertindo.

A vida continua em toda Inglaterra, inclusive em Londres. Principalmente em Londres. Um ataque daquelas proporções nunca é apenas regional. Quando os terroristas explodiram as sete bombas levando a vida de mais de 50 pessoas, não atacaram apenas Londres, mas toda uma nação, se não toda uma civilização moderna. E Tony Blair pode ter seus defeitos e ter feito seus erros, mas não há que discorde de que sempre foi e ainda é um grande estadista. Em seu discurso à população, Blair pediu a todos a não se sucumbirem ao terrorismo.

Mas antes disso já era possível ver nas ruas de Londres e no resto do país uma certa calma, apesar de tudo. Não havia aquele pânico generalizado, aquele corre-corre de gente comprando galões de água para levar para seus bunkers. Não havia gente gritando, protestando, jurando vingança. Havia sim um silêncio. Não um silêncio permissivo. Mas um silêncio no meio da indignação, no meio do pesar pelas vítimas e misturada no meio de uma imensa força interior dentro de cada cidadão de não deixar os terroristas nos aterrorizarem.

Eu me orgulhei deste povo como nunca. Pela solidarierade, pela ajuda voluntária, pelas flores nos pontos de ataque, pela determinação de erguer a cabeça.

Eu me orgulhei de ver tantos trabalhadores voltando a pé, caminhando por horas, no mesmo silêncio, por um momento dava para adivinhar o pensamento de cada um em seus passos surdos: "Até quando?"

Eu me orgulhei também dos barqueiros, que lucram nas margens do Rio Tâmisa fazendo passeios turísticos, oferecerem viagens de graça para a população se locomover e voltar para casa.

Eu me orgulhei de, no dia seguinte, ver as manchetes nos jornais tablóides ou não, dizendo "We won't let them win", "They won't take charge of our lives".

We shall not be terrorized. We won't.


9 Comentários

Essa calma acho que é européia, Marcinha.
Bom saber que vcs estão bem. Nem acredito que Mary taí na Marcinholândia. Eu nem imaginava que ela ia praí. :-P

Poxa, algum dia eu também vou prá essas partes das Oropa visitar os blogueiros daí. :-)

Fiquei arrepiada com o teu post... Me fez lembrar o ano passado, em Madrid. Moro em Barcelona mas também vivi esse "orgulho da terra que me acolhe" à distância. Um beijo,

We shall never! Because I need to believe that the world has not gone bananas, or I'll go myself! Beijim,

Aff! Eu pensei em você...
Bom saber que está tudo bem.

Boa semana!
Beijokas e pipokas!

Olá Marcinha
Estou muito feliz por todos na merry old England e desejando felicidades a você, seu marido e hóspedes, que são muito especiais.
Just in case, eu repito aqui o post que deixei no Montanha Russa, para a Mary:
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Oi Mary
Quero desejar desde hoje os melhores votos para você de Feliz Aniversário.
E de todas as coisas boas da vida, que você e seu Urso sempre tenham o melhor.
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Se puder dê um beijo à Marcia, sempre muito educada e distinta comigo.
Não sabia que ela morava em Bournemouth;-)
Na verdade eu já passei um bom tempo aí no Dorset, adoro Bournemouth, as praias, as cores, as lojas, é uma cidade cosmopolita, pelo menos era in my days;-) ,etc..
Amo, mesmo muito, essa cidade, que é realmente linda. No verão, então é adorável. Os jardins são lindíssimos, tenho muitas fotos de minha estada aí. Adoro o Beales, que nem sei se ainda existe. Enfim é a cidadezinha que eu escolheria para passar o resto dos meus dias.
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Mas voltando ao principal, reafirmo meus votos de imensas felicidade a você e seu marido.
Happy Birthday and my best wishes.
Always, come what may!
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E agora Marcinha, um beijo
Meg

Adorei a página....muito boa....Forma fabulosa de escrever. Voltarei mais vezes...
Sucesso!!!!
Um grande abraço
//Su

lindo post.

Poxa Marcinha,

Que lindo o que vc escreveu... Tb achei muito bonito ver todas as pessoas solidárias umas com as outras. Somos todos seres humanos e precisamos uns dos outros, pena que alguns não percebem isso.

Que Deus abençoe seu povo aí de Londres.

Beijinhos, Isabella