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Such Little Thing

Se há algo que aprendi durante a estadia no apartamento em Kaohsiung é que às vezes a gente nem se dá conta de que a falta de pequenas coisinhas faz da nossa vida uma pequena miséria. Mudar é sempre um stress porque o lugar novo não tem nenhum apelo sentimental ainda, tudo é novo e estranho. E junte-se a isso a falta das suas tais coisinhas e nada mais parece confortável, seguro, quentinho, macio.

Por essa razão, quando deixamos nosso apartamento em Bournemouth, carregamos o carro com tudo o que pudesse caber em cada centímetro cúbido do veículo. Nada foi poupado, nenhum espaço ficou vazio. O carro quase que nem saiu do lugar de tão pesado. Mas assim viemos para Sheffield, com todas as coisonas possíveis. Lembra que eu havia comprado edredon, travesseiros e roupa de cama tudo novinho e baratinho na Primark? Pois então, hoje tudo isso está no quarto de hóspedes porque agora a gente usa nosso próprio edredon e travesseiros queridos, com as roupas de cama amigas que são tão familiares (até passei tudinho, veja só o desespero).

E trouxe quase todos meus instrumentos de cozinha, minhas panelas, minhas facas afiadas, nossos pratos com desenhos de pimenta, nossas canecas e xícaras favoritas, talheres, hashis, a indispensável kettle, torradeira, formas. Trouxemos também mais roupas quentes pro inverno do norte, cada um de nós trouxe calças "de ficar em casa" (leia-se: cintura de elástico), abajour, câmeras, telefones, ferramentas, ferro de passar.

Enchemos a geladeira e os armários de muita comida, adotei um vaso de flor (Christmas Cactus), instalamos linha telefônica e intertelecibernética, cozinhei todos os dias e todas as noite.

Ainda não nos sentimos em casa, muita coisa ainda ficou lá no sul, todos os móveis obviamente, mas também nossa TV (e não temos nenhuma outra aqui), livros, cassarolas de ferro, sapatos. Mas tudo o que trouxemos têm feito uma enorme diferença no conforto e no bem estar da população que habita este recinto temporário. A gente dá mais risada, come muito mais, dorme muito melhor. Talvez porque quando a gente abre uma gaveta ou uma porta de armário a gente encontra o que procura e não precisa mais ficar fazendo planos mirabolantes para contornar a falta de algo não temos (exemplo: abrir uma lata sem abridor de latas). Ou talvez, mais provável, porque dentre tudo o que veio de Bournemouth, incluimos Pickles, Ted, Slackajack e Picklezinho para dividir o sofá e o chá conosco, no meu mais que favorito cobertor de Stegossaurus. Ah, the ol' good life...



12 Comentários

Em qualquer lugar que vocês forem, podem ter a certeza que a torcida não vai faltar, viu? Que vocês sejam muito, muito felizes! Beijins procêis!

Vc não me conhece mas eu fiquei fascinada com sua bela historia assim que a descobri...desejo muitas felicidades nessa nova etapa e quero te dizer que li toda a sua historia desde o inicio e que achei vc uma mulher pra lá de corajosa...Parabéns e td de melhor que possa acontecer, aconteça......

Com certeza, nada como nossas coisinhas nos lugarzinhos delas, sem contar a companhia... Mr. M., Pickles, Ted, Slackjack, Picklezinho???

Nada melhor :-)

Beijos

Querida Marcia, nào é de hoje que te acompanho!
Quero te dizer que estou bem mais aconchegante com vocês ai de edredon com cheirinho de "casa". Beijo no coraçào.
Ana Claudia- Brasilia-Df Brasil

Marcia,

Podes não acreditar, mas o aconchego que está sentido agora,também sente os teus leitores! O tua casa "A vida escrita a mão" também voltou e trouxe um conforto muito grande para nós (pelo menos para mim) que acompanhamos tuas histórias, tuas aventuras e desaventuras. Desejo todo sucesso nessa tua nova casinha, mesmo que temporária.
bjs e abraços 4U2.

Olá Marcinha!!!!!!!!!!! Que bom que vc voltou...., nossa como fiquei "filiz",
Amiga, Lar é aonde você e o Mr. M possam estar juntinhos, afinal lar é a gente que faz,
Muita sorte pra vc e o Mr. M,
Olha!!!!!!!!! estou aki em Sampa (Zona Leste/Penha) torcendo por vc!!!

Beijos

Lilian

Oi, Márcia

É... você descreveu como ninguém a sensação de mudar de casa. Quando eu me casei e mudei, me sentia em um hotel na minha própria casa. Eu estranhava tudo, o sofá, o travesseiro, a cama, tudo, um desespero... :-)

Beijos

Marcia,
Vc descreveu e-x-a-t-a-m-e-n-t-e como estou me sentido agora. Estamos passando uma temporada na India, num "apart hotel". E, se nao fosse por isso, eu nunca saberia a falta que faz um espremedor de alhos e um ralador ...
Beijos e boa sorte!
Simone

querida Marcinha,

tudo bem? eu tb sou muito apegada a minhas coisas e basta passar dois dias fora de casa para ja ter vontade de voltar.EStou com saudades de vc e espero que a adaptaçao seja a melhor possivel.
Beijos.
ane

haha, cobertor de stegossaurus - só você mesmo com essas preciosidades. e o slackajack parece mesmo o irmão mais novo do percival! :) sinto saudades do trouble e do strife, que ficaram em jersey...

Oi, Marcinha!
Acabei de achar o seu blog por acaso - enquanto procurava uma receita de macaroons. Amei o modo como você escreve e descreve as coisas acontecem ao seu redor.
Eu sou c-o-m-p-l-e-t-a-m-e-n-t-e apaixonada pela Inglaterra e ler você descrevendo um fim de semana em Londres - com direito a troca da guarda - me deixou morrendo de saudades! Ainda não tive tempo de ler tudo para conhecê-la melhor, mas já vejo que você, como eu, adora cozinhar.
Beijos, Erika France (bem que podia ser London ou England, France não combina nadinha!)

Oi, Marcinha!
Acabei de achar o seu blog por acaso - enquanto procurava uma receita de macaroons. Amei o modo como você escreve e descreve as coisas que acontecem ao seu redor.
Eu sou c-o-m-p-l-e-t-a-m-e-n-t-e apaixonada pela Inglaterra e ler você descrevendo um fim de semana em Londres - com direito a troca da guarda - me deixou morrendo de saudades! Ainda não tive tempo de ler tudo para conhecê-la melhor, mas já vejo que você, como eu, adora cozinhar.
Beijos, Erika France (bem que podia ser London ou England, France não combina nadinha!)