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January Cure - The Final Sweep

Chegamos ao final do projeto January Cure 2013 do site Apartment Therapy.

E eu serei eternamente grata. A maior diferença, porém, não foi na casa, mas em mim.

Tem horas, principalmente quando sua criança lhe acorda pela terceira vez na noite, que parece que só a sua casa é que está bagunçada, só os seus lençóis perderam as esperanças de serem trocados, só o seu banheiro tem sido palco para bactérias fazerem E.Colipalooza.

No meu caso, quando a casa inteira está desarrumada, eu me sinto mentalmente sobrecarregada, começo a pensar em tudo o que precisa ser feito, em tudo o que está fora do lugar, em toda sujeira que precisa ser eliminada. Em minha mente vou precisar de várias horas, vários dias até, para colocar tudo em ordem. E porque tempo é algo escasso e precioso, acabo desanimando/emburrando/procrastinando, achando que nunca vou ter oportunidade para arrumar como devo.

Foi aí que o January Cure me ajudou. Com o projeto percebi que eu não preciso limpar e arrumar a casa inteira de uma só vez. Uma tarefa por dia, um só foco para se concentrar. Cada passo parece mais fácil e realizável. E finalmente minha mente encontrou um certo otimismo: "hey, I can do that!"

Além disso, ler nos comentários do Apartment Therapy uma leva de gente (inclusive os próprios editores) contando como certos cantos da casa estavam pela hora da morte traz um certo acalento porque você percebe que não é a única que não consegue encontrar um abridor de latas na segunda gaveta (toda cozinha tem uma "segunda gaveta", não? Aquela onde vai tudo o que não é garfo-faca-colher que coube na primeira gaveta).

No começo é difícil acreditar que tudo vai estar mesmo arrumado e limpo em um mês, mas na metade do projeto você já começa a perceber enormes progressos. Eu não segui todas as tarefas religiosamente. Algumas eu não fiz, outras ainda não terminei. E mesmo assim o resultado foi visível.

Enfim, eis alguns pontos do projeto que fizeram grande diferença no funcionamento da nossa pequena casa:

Chão limpo:

Óbvio mas fácil de negligenciar. Os editores do Apartment Therapy dizem que mesmo quando a sua casa está um caos, assim que você limpa o chão percebe que não está tão ruim. Pesquisei e encontrei um produto excelente da Method pro nosso chão de madeira, fácil de segurar e esguichar, não precisa diluir nem nada. Uso com o mop de microfibra. As vezes delego para minha gerente.






Potes de armazenagem:

Demorei para encontrar potes que me agradassem, mas agora não queremos nenhuma outra marca: Oxo Pop. Aperta um botão, abre; aperta de novo, fecha. Descomplicado e eficiente. Transparentes, dá pra ver quando algo está acabando e preciso repor.






Coat hanger para Sophie:

Instalamos esses ganchos para pendurar casacos (não sei como chama em português?), na altura dela. Ela já tem seus próprios casacos, luvas e acessórios para pendurar e acabava sobrecarregando os nossos e ninguém encontrava nada. Logo ela vai usar para pendurar mochila, uniformes e afins.





Organização dos cabos:

Ainda é um processo em andamento. Atualmente existem umas opções bem bacanas, inteligentes e coloridas para organizar cabos, recarregadores, tomadas, extensões. Estamos ainda pesquisando quais os melhores para as nossas necessidades. Mas eu já colei esses Cabledrops (BlueLounge) nos criados-mudos pra gente ter sempre os plugs na mesa ao invés de no chão. E também gostei desses Adaptors Wraps, para enrolar os cabos USB e recarregadores evitanto, assim, que eles se enrosquem e se desentendam nas gavetas.








Organizador de gaveta:

A supracitada segunda gaveta ganhou divisórias e agora encontro o que preciso quase sempre.





Flores:

Todo sábado tínhamos como tarefa comprar flores novas pra casa. Essa foi minha tarefa favorita e um hábito que pretendo seguir daqui pra frente. A importância delas foi fundamental; eu passava a semana toda pensando em quais flores compraria no sábado (I lead a dull life). E elas me davam o incentivo que eu precisava quando estava arrumando, na expectativa de exibi-las assim que terminasse. Sem contar que quando você está escolhendo as flores pra comprar você sabe que é para a sua casa, que você tem orgulho dela, que você quer vê-la bonita, saudável, feliz. E que você as merece também.





E assim chegamos ao fim do projeto.

Mas não se engane, caro leitor, achando que agora minha casa está brilhando de limpa, organizada, decorada, cheirando a jasmim. Não está. Muito longe disso. A intenção do Jan Cure nunca foi alcançar a perfeição. A intenção foi revitalizar. E isso certamente aconteceu, nossa casa está melhor hoje do que um mês atrás.

Desde que nos mudamos, quatro anos atrás, esta é a primeira vez que sinto orgulho do lar que criamos. Com suas obras a terminar, paredes rabiscadas de giz de cera, gavetas transbordando, sapatos espalhados, com tudo imperfeito. O que o Jan Cure trouxe foi um novo relacionamento meu com a pequena casa. Hoje eu vejo a limpeza não mais como uma carga, obrigação, punição, maldição. Mas como algo fragmentado, pequenas atenções todos os dias, pequenos carinhos com a casa (flores, flores!), pequenas organizações pra viver melhor.

Um dos posts mais significativos do Apartment Therapy pra mim foi um sobre fazer uma lista dos atributos da sua casa dos quais você é grato. Com tantos sites, revistas e programas de decoração bombardeando impecáveis e imaculadas casas e mansões é natural reclamar e encontrar defeitos da sua casa. E a sua talvez seja o sonho de muitos outros.

A minha lista de gratidão à nossa casa:

  • É num lugar silencioso, relativamente seguro, com bons, semi-não-intrometidos vizinhos.
  • Tem jardim de bom tamanho (eu não daria conta se fosse maior).
  • A cozinha tem tudo o que sempre quis.
  • Foi (está sendo) renovada por nossas próprias mãos.
  • É quentinha no inverno.
  • É nossa.
  • É a casa da infância de Miss Sophie. E um dia pode ser dela.

Agora preciso imprimir a lista de Como Limpar Sua Casa em 20 min por Dia por 30 dias. E tentar manter a rotina. Mas agora a gerência está me chamando para brincar de "ready-steady-go".

We're cured.


5 Comentários | Deixe um comentário

quebrou-me :D

não tenho criança, tenho quatro gatos. e uma parede com um buraco que precisa tapar e repintar. e o chão que tá com taco solto. e preciso comprar um armário para a cozinha: a batedeira, o liquidificador, o processador de alimentos estão na mesa da sala. preciso mandar consertar a porta do armário que tá com a dobradiça torta. e nesses precisos todos, fico sobrecarregada, detestando tudo e me sentindo infeliz. aí li seu texto. respirei fundo. e agora sei que, de passinho em passinho, também chego lá.

Ei, temos os mesmos potes!! Imbatíveis. Trouxe os meus de Londres dentro da mala, estofados de meias. Encontrei também na África do Sul, com um sistema um pouco diferente na tampa (um handle que a gente levanta para abrir e abaixa para fechar) e trouxe outros três. E já vi aqui no Brasil, acho que com o plástico de qualidade inferior, mas acredito que já seja fácil encontrar igualzinho por aqui. Adoro. E parabéns pelos sucesso na nova empreitada. Beijos na gerente.
Rita

Adorei o resultado. E você está bem de gerente, hein?!
Acompanho um blog que também me ajuda um bocado a organizar e ao mesmo tempo relaxar com a casa: http://vidaorganizada.com/
Parabéns e fica firme!
Bjo pra vocês.

Oi Márcia,

Tenho uma menina da idade de Miss Sophie e uma realidade bastante diferente, pois trabalho o dia inteiro, ela passa o dia na escolinha e tenho ajuda em casa (embora a parte de acordar à noite seja a mesma coisa). Mas o sentimento de não dar conta, de estar sobrecarregada, de não conseguir manter o controle sobre as coisas da casa do jeito que eu gostaria é o mesmo. Inspirada pelo seu post do inicio de janeiro, resolvi também reorganizar as coisas em casa, aos pouquinhos, uma prateleira, uma caixa, uma gaveta de cada vez, como uma forma de me sentir dona da casa de novo.

Olha a globalização de novo aí: minha filha tem uma meia igual da a Sophie na foto (fofíssima, "ajudando" a limpar o chão).

Marcia, colocando a leitura do seu blog em dia, não consegui espaço para comentar no da festinha da Sophie.
Menina, que macarons são aqueles??? Uau! Foi você que fez com aquela receita que você deu?
Se foi, meu próximo projeto será o macaron cure: um mês tentando acertar fazer essa belezinha! hohoho.
Parabéns e beijinho para as duas.

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